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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Contos: A garota que se apaixonou pela vida

" Havia naquela mesma vila a garota que voava para longe com seus sonhos, que parecia desaparecer em seus pensamentos e viajar para outro mundo só seu. Se bem que esse mundo não era tão longe e nem difícil de se chegar, era logo ali, naquela imensidão de um verde vivo, naquele lugar de onde as árvores pareciam respirar e o vento parecia sussurrar uma cantiga esquecida pelo tempo, uma floresta que aos olhos sonhadores da garotinha não era "só mais uma" .
A vida parecia lhe emanar das raízes daquelas árvores da qual os anos ninguém mais contou.Seus dias de brincadeira foram gastos dentro daquele santuário de árvores, seus amigos eram os pássaros que faziam ecoar o seu canto pela floresta, seus dias isolados foram preenchidos com pescas nos pequenos lagos de um azul profundo perdidos em meio ás vegetações.
A solidão lhe pareceu a melhor amiga diante de toda a sua vida, ela a impediu de se aproximar de frutas estragadas e apodrecer como uma casca de sonhos vazios, e então ela continuou à voar para outro mundo bem longe do de todos e pareceu se tornar a única luz dentre todo aquele erro.
Aos poucos , as pragas tacadas sobre a terra assolaram sua vila e o mundo pareceu perder a cor, as chuvas já não vieram mais, o solo parecia estéril e os corvos começavam á pintar o céu de negro enquanto as demais criaturas viravam pó e se deixavam levar pelo vento, a vida parecia ter desistido de tentar.
A garota parecia ter crescido , mesmo sendo patético para muitos ainda manter esperança e se iludir de que algo fosse mudar ela ainda acreditava na vida que antes lhe rodeava.
A última coisa que pareceu ser deixada para a mesma era um ovo, um simples ovo que talvez tenha se tornado apenas mais uma pedra, uma coruja poderia nascer dali mas nem mesmo os donos do ovo conseguiram viver antes que tivessem que mutilarem um ao outro e devorar á ferozes bicadas um ao outro devido a peste, aquele casal de belas corujas que lhe fazia companhia de noite havia deixado apenas um ovo , só um mísero ovo para que talvez nasça uma vida.

Seus dias cinzentos foram passados com a pequena corujinha que por sorte nasceu, sempre ficavam embaixo de uma árvore esquelética com um pano surrado estendido no chão em uma hora do chá que muitas das vezes os fazia esquecer desse mundo esquecido por Deus e a trazia de volta os sonhos de infância. E em um dia, ela percebeu que brilhava com seus vívidos sonhos e desapareceu na floresta levando consigo a pequena corujinha enrolada em panos, e ela que se apaixonou pela vida, deixou-se enraizar pelas árvores da floresta e se tornou parte dela ... deixando que sua vida lhe deixasse e retornasse o verde daquele mundo... e hoje ela canta nas florestas a mesma cantiga do vento, esperando que a solidão desista e que a vida retorne... " 

-- Conto escrito por @Guilherme.Furlan no grupo oficial da pág, o Arcanum!

Contos: O filho do sonhar


Nas terras sagradas dos sonhos, no mundo de Maldrag ( o Deus dá sabedoria ) o silêncio pairava... Um vento forte soprava no ouvido do mestre que pensava de maneira aflita sobre o futuro da terra e em sua solidão.
O lugar era como um segundo planeta em cima da terra, então lá de cima era possível ver a magnitude do mundo num todo, também um fina névoa estava sobre 
os pés de quem ali morava. A morada dos sonhos é conhecida como o pós vida dos sábios, ou dos que viveram com muitas esperanças e nada conseguiram, ali seus maiores desejos se tornariam reais pelo resto da vida, ao menos em suas mentes.
Na solidão e na inquietude do silêncio, Maldrag teve uma idéia. Por que não um filho? Os deuses não poderiam ter essas coisas, mas ele estava na sua terra dos sonhos, um simples pensar e estava feito. E assim o fez.
A criança surgiu na aparência de bebê, e foi crescendo naturalmente.
Maldrag era conhecido em alguns lugares como o pai da magia, por ter ensinado ao Deus dá magia, Myr, como utilizar e se tornar tão poderoso. O senhor dos sonhos ensinou as artes arcanas e divinas ao pequeno elfo, que já se tornava um eximiu feiticeiro.
Com o passar do tempo, o menino de perguntava o que era aquele planeta lá embaixo. Maldrag sempre explicou mas o garoto era curioso, e sempre quando vinha com o assunto de " quando vamos viajar " Maldrag abafava o caso.

Certo dia o feiticeiro se escondeu em um dos salões sagrados, cruzou as pernas e decidiu fazer projeção astral.
Sua alma saiu do corpo e um fino fio de prata se erguia, ligando o espírito ao corpo na terra dos sonhos. Então ele voou para longe, e planou no meio do vazio do cosmo até a terra.
Na forma etérea ele pôde ver muita coisa ao qual ele ficou encantado, mas também sentiu pena, pois viu que o lugar faltava amor e esperança.
Na terra dos sonhos, Maldrag o viu e foi correndo para o acordar, já deduzindo o que aconteceu, mas quando tocou no corpo do menino a primeira reação do seu cérebro foi um susto, e abrindo os olhos só havia um o globo branco. O corpo estava vazio, só era uma casca. O fio de prata se rompeu, é o feiticeiro se materializou na terra em carne e osso, sem forma astral, uma verdadeira imagem espelhada de sua forma na terra dos sonhos.
Maldrag para resolver o problema apenas imaginou que seu filho estava bem, e assim foi feito, ao menos na sua mente. O corpo do feiticeiro anda normalmente nas terras sagradas mas pelo visto não é ele. O real está na terra, ansiando em uma maneira de voltar para a morada dos sonhos, enquanto isso não se concretiza o elfo vaga pelo reino tentando trazer paz, esperança e um novo sonhar para aqueles que já o perderam em tempos de guerra.

Contos: Frutos da coragem



O caos reinava no norte, também no sul, leste e oeste e assim como em qualquer canto do grande continente de Grimar. Sim, o grandioso continente de Grimar. Sempre inabalável em seus mitos e em suas crenças. Lar da maior potência de Guerra de todo o mundo, o Reino de Kalazhar. E como, uma potência de Guerra, poderia perder uma batalha de tal porte? Sim, uma incógnita que assombrava até mesmo o próprio Supremo Líder de Grimar, e ainda mais, Has-Gor, Rei de Kalazhar. Mas, o que parecia ser tão impossível, na verdade era simples. Extremamente simples. Obviamente, observando a prosperidade que circundava o Reino de Kalazhar a cada dia e o apoio que o mesmo recebia vindo diretamente do Líder Supremo do continente, uma aliança emergiu entre todos os outros 10 Reinos que compunham o continente. Sim, era uma enorme aliança. E somando seus exército, cada soldado do Grande Reino teria de enfrentar em média, 8 soldados adversários. Mesmo sendo o mais bem treinado exército não somente do continente, mas de todo o mundo, seria esperar um milagre ao crer que os soldados de Kalazhar poderiam dar conta de um contingente tão superior ao seu. Com isso, surgira o medo. E com o medo, é difícil o sucesso. E cada vez mais difícil pensar em esperança, quando a mesma já deixa de existir. Se os magos ainda existissem, talvez aquela situação poderia mudar... porém a única raça com poder suficiente para definir o futuro daquele embate, estava extinta já a algumas décadas. E pelo Reino, existiam apenas seus artefatos deixados e raramente encontrados.

Era dessa forma, que cada morador, soldado, nobre e governante de Kalazhar estava. Menos um. Nor'uel. Era apenas um Sargento do exército do Grande Reino, não muito notado entre seus semelhantes e sempre positivo, sempre. Até mesmo, naquela impossível situação. Seus discursos de encorajamento eram lançados ao vento, as palavras nem sequer tinham o poder de penetrar a mente dos soldados e moradores. Um Rei de uma potência como Kalazhar não poderia entregar suas terras daquela forma, seu domínio. Mas também, não poderia promover um massacre no qual seu Reino apenas seria lembrado na história como terras mortas, que pereceram sobre uma guerra qualquer, cenário a qual eles dominaram durante séculos.
Porém, se dependesse de Nor'uel, aquele não seria o destino de seu Reino, sua casa...
...seu Paraíso.

[...] 2 dias depois...

Temendo a extinção de seu povo Kalazhiano, Has-Gor ordenou uma evacuação. Iam para terras afastadas, oferecidas por Grimar. Mesmo o Supremo Líder não podendo interferir diretamente na guerra, poderia, de maneira indireta auxiliar Has-Gor a ao menos, não ser morto com seus milhares e milhares de habitantes.
Enquanto os últimos aldeões deixavam o Reino, alguns levando suas coisas em carroças puxadas por bois já cansados pela escassez de alimento que os rondava à dias, devido ao cerco feito nos portos pelo exército da Aliança Revolucionária, o nome dado aos próprios criadores da maior aliança já vista em toda a história do continente. Ou melhor, do mundo.
Os soldados ficaram por último, dando apoio aos moradores para que a evacuação pudesse ocorrer de forma mais rápida. Porém antes que deixassem o Reino, do topo das ameias, ecoou o som de um alarme, que em fracões de segundos depois foi abafado pela melodia ensurdecedora de dezenas de berrantes de guerra, em uma harmonia quase perfeita com tambores gigantescos, tocados por monstruosos Orcs, com imponentes 2 metros de altura e braços feito troncos de árvore. E assim, era todo o contingente Orc. Humanos, elfos, anões, goblins, trolls, gigantes e todo o tipo de criatura contra a ideologia de Guerra de Kalazhar estava ali reunida para presenciar e participar do fim do grande Império Guerreiro.

O pânico instaurou-se de vez, soldados não sabiam se corriam ou se lutavam. Obviamente, encontraram a resposta após darem uma outra olhada no exército adversário. E ali, milhares de soldados batiam em retirada, alguns em cavalos, outros sobre carroças e alguns menos afortunados, corriam desesperadamente, retirando suas armaduras e lançando as peças ao solo como se nada fossem. O Reino, visto ao longe, estava vazio. E esse foi o motivo dos urros de comemoração que contagiou todo o exército da Aliança em sua vibração. Mas logo toda a comemoração, tornou-se escárnio. Risadas. Risadas. E mais risadas. Motivo? Bom, era simples. Talvez por um idiota que caminhava à frente dos portões principais do Reino de Kalazhar. Vestia uma armadura completa, e na lateral do corpo, sustentada pela mão direita, levava uma espada média. E para concretizar seus feitos, toda a Aliança Revolucionária partiu contra o Império Guerreiro, visando destruir aquele inseto em seu caminho e tomar para si, o Reino que sempre almejaram ver sucumbir. Ali estava sim presente uma grande Aliança... e ainda mais presente uma Revolução. Mas não uma Revolução de exércitos. Uma revolução de um só homem. Parado à frente dos portões, Nor-uel via seu corpo incandescer a cada segundo mais, até que um brilho cegante emergiu ao seu redor. Mas não para ele. O mesmo pôde ver entre a luz pura. Na verdade, através dela. E ali estavam presente 12 homens.

Ou melhor... 12 magos.

— Nor-uel. — E o som emitido por 12 graves vozes em uníssono causava arrepios sobre a pele do Guerreiro. — Está na hora de deixar de Estar. E simplesmente Ser.

O tempo, havia congelado. Até mesmo os pássaros que sobrevoavam aquele futuro campo de batalha até então, haviam paralisado no ar, assim como todo o exército da Aliança em terra.

— Não tens poder divino. Fazeis da sua humildade seu poder. Não tens poder mágico, então fazeis de sua personalidade a sua magia. Faça de sua CORAGEM, seu milagre. Não tens vida, ou morte. Faça delas, sua eternidade. E não por nosso nome, mas pelo equilíbrio, repito...

"Seja, aquilo que ninguém jamais foi. Seja."

Ao fim da frase, a voz formada pelo conjunto das 12, simplesmente desapareceu, o clarão fora assim como ela e tudo retornou ao normal. A Aliança inteira estremeceu ao retornar à realidade e notar que em milésimos, tudo parecia se alterado. O ar antes vitorioso ao redor de seu exército, tornou-se pesado. A espada do Guerreiro solitário, que antes parecia apenas uma arma qualquer, tinha runas incandescentes azuis que brilhavam mais que o céu em um típico dia ensolarado de verão.

[...] 1 minuto depois...

Enfim, o choque aconteceu. O exército da Aliança avançou contra o Guerreiro, que pareceu ser engolido quando os primeiros Orcs o tocaram. Acreditando na superioridade, o exército havia dispensado os Arqueiros, facilitando ainda mais a vida de Nor'uel naquele embate. O impacto foi brutal. Em frações de segundos, espadas, braços, cabeças e sangue voavam pelos ares. Como todo aquele estrago podia ser feito se apenas um homem estava sendo morto? O fato, é que um homem não estava sendo morto. Ou melhor, muitos estavam. Não só homens. Mas o Escolhido, permanecia intacto à cada movimento, cada dança de sua espada. Em segundos de combate, dezenas já haviam sido mortos. O corpo de Nor'uel movia-se como uma pena, em uma velocidade nunca antes alcançada por qualquer que fosse o ser. Sua lâmina dançava pelo ar enquanto traçava corpos, destruía armaduras. Um cerco rápido foi feito e aproximadamente 20 lanceiros atacaram em uma estocada com suas lanças contra o Guerreiro Escolhido. As lanças o perfuraram, mas nem sequer para expressar dor, o tempo foi suficiente. Tudo novamente paralisou, e em seguida as imagens retrocederam lentamente à segundos antes. Novamente, o cerco se formava, porém desta vez, o corpo de Nor'uel voou e o mesmo apoiou-se sobre as lanças no momento que as mesmas fecharam o golpe. Agachou-se, ainda sobre o metal, já que seu peso naquele momento tornava inútil qualquer lei da gravidade e girou. Um golpe em arco com sua espada varreu consecutivamente todos os 20 lanceiros, que caíram um após o outro.
Como fizera aquilo? Aquela não era uma espada qualquer. Em sua mão repousava a Gyonjii, traduzida como Lâmina do Tempo.

A batalha se estendeu por horas e com ardor, o Guerreiro não descansava. Golpeava sem longos espaços de tempo, abria feridas incuráveis em cada inimigo que atacava. Assim como em sua espada, runas brotaram também em suas mãos, de onde o mesmo disparou feixes de energia arcana, energia divina, tudo concentrado na mais pura energia. Por incrível que pareça, qualquer magia que lançava naquele momento, deixava sua palma com a aparência de uma chama. Mas ele entendia aquilo. Sua justiça regia a alma do Guerreiro Solitário naquele momento, e seu fogo moldava-se de acordo com o pensamento em proteger seu local de origem...

Seu paraíso. Agora, completo. Pois estava ali, o Anjo Protetor de Kalazhar.

[...] 5 horas depois...

Em passos receosos, podia-se avistar milhares de corpos surgirem no horizonte, chegando à uma vasta planície. Em alguns, ainda era possível notar os símbolos e brasões de Kalazhar pelo corpo. Acontece que, estimulados por uma repentina coragem, o exército fujão do Império Guerreiro resolveram fazer uma manobra e retornar para tentar retomar sua terra. Porém, ao chegarem, a incrível visão que tiveram foi de que seu Reino ainda estava em paz. Sem nem sequer sinal da Aliança Revolucionária. E o mais incrível, foi que quando contornaram os muros do Castelo principal, localizando-se agora de frente para o portão principal, puderam avistar algo que surpreendeu até mesmo o maior carrasco daquele grupo...

Um Troll exausto descia um tacape contra uma figura de estatura média. A armadura do Guerreiro ali solitário naquele campo de batalha estava coberta de sangue vermelho, verde, negro, gosmas e restos mortais de todos aqueles que matou durante o embate glorioso. O tacape atingiu o alvo com toda a força, levantando até mesmo poeira do solo ensanguentado ao redor do combate. Porém, a brisa ao redor de onde o ser estava intensificou-se e uma ventania varreu a nuvem de poeira. Ali, estava Nor'uel, sustentando a arma de madeira pesada com apenas uma das mãos. O troll tremeu com a visão. E fora a última coisa que viu, pois em um giro o Guerreiro golpeou os olhos da criatura, cegando-a na mesma hora. As mãos do ser foram erguidas aos olhos depois de largar a arma, porém quando chegaram ao destino, foram tocadas por carne viva, enquanto as mãos do Troll já caíam sobre o chão, decepadas pela Lâmina do Tempo. Por fim, em um ato de misericórdia, o guerreiro saltou e a espada transpassou o peito da grande criatura. Nor'uel acompanhou a queda, parando sobre o peitoral do ser, com sua lâmina perfurando a pele do monstro que já tinha a alma contactando os planos infernais.

Aquela ainda não era a maior visão que os milhares de Guerreiros tinham ali. A maior delas, fora as silhuetas feitas de pura energia etérea e intangível que formavam uma fileira às costas de Nor'uel, um ao lado do outro, com as mãos estendidas sobre o Guerreiro. À frente das palmas, orbes de energia celeste brilhavam. Eram doze orbes. Doze seres. Doze regentes do mundo. Doze um dia homens...

Contos: Rogar, o deus das montanhas


O deus das montanhas em Garderion é conhecido como Rogar, o forjador de montanhas, o deus anão, o que nada teme e o inimigo dos deuses. Mas por que inimigo dos deuses? 



Certa vez o gigante de Árac, um ser maligno que toma conta das terras geladas do norte, decidiu destruir para sempre os anões, ao qual moravam dentro de uma rede de montanhas que chamam de " Montanhas de Rogar". Árac queria destruí-los em busca do ouro e da conquista de novos territórios.
O rei dos gigantes despertou o titã Dranoc, senhor forjador do Gelo, mas só o seu tamanho era colossal, suficiente para destruir montanhas em alguns minutos. Os reinos de Garderion entraram em crise e desespero, pois mesmo de alguns lugares de longe dava para se ver a criatura, e suas pisaduras causavam tremores constantes. em suas mentes o Títã iria destruir tudo e todos, e devolver a era de ouro dos gigantes de volta, ao qual chama de era sem luz, onde só havia frio e terror.
Todos rezaram para os seus deuses, pedindo socorro e mais socorro. Mas o tratado celestial existia, e impedia que qualquer deus viesse ao auxílio do homem, milagres e bençãos poderiam vir, mas não mandarem seus soldados do céu ou como pensavam , e poderiam vir pisar no solo ao favor dos seus. Nem mesmo Kadosh. o senhor da justiça e líder do panteão os ajudou, praticamente virou as costas para a causa, pois nada podia fazer.
Os anões rezaram, e rezaram, e rezaram sem parar, enquanto uma guerra de proporções inimagináveis aconteciam no norte gelado para impedir a chegada de Dranoc as montanhas. Aos poucos os anões iam morrendo, e perdiam as esperanças.
Mas como a própria reza diz?
" Ele é o maior dos anões e nos protegê
E do alto, com passos feito trovões ele ouvirá nossa prece "
E assim Rogar desceu dos céus, com passos feito de trovões e maior ainda que Dranoc. Naquele dia ele abdicou grande parte das regalias que Mantaquim, o Reino celestial.
Abandonou a primeira regra do tratado celestial: " Nunca ir a tal favor dos humanos, pois eles moldam o seu destino. "
Kadosh ficou furioso com isso, pois foi o segundo deus que tomou essa posição, sendo o primeiro o mais poderoso de todos os Deuses, Sumério. Mas a resposta do deus anão foi curta e grossa.
"Você acha que deixarei meu povo morrer enquanto nós ficamos aqui de braços cruzados!? Ele são o MEU POVO, e pedem pela minha ajuda. Mas se meus votos me impedem de ajudar os meus, eu não quero mais fazer parte deste bando de deuses calça frouxa!"
Daquele dia em diante Rogar nunca mais apareceu na reunião do Panteão, nem mesmo foi visto de novo pelos anões. O deus está temporariamente desaparecido, mas ele deixou uma promessa, " Quando meu povo precisar de mim, eu derrubarei e criarei montanhas para ajudá-los ! "

Classes para RPG: Katze

No universo de Garderion é possível você jogar com uma raça chamada: Katze. Embora pareçam apenas gatos, isso vai muito além.
Tudo começou com um monge chamado Dio, que foi sequestrado por um poderoso bruxo e submetido à uma série de experimentos mágicos. A sua forma humana foi deixada de lado, para se tornar o que o mago queira: Algo que a sociedade não pudesse p
ressentir o perigo, e nem duvidar do que seria, então assim o fez com a aparência de animal, mas com a inteligência de um humano. O primeiro Katze, o monge, continuava sua busca para paz interior, meditava, lutava, sabia ler e falar os dois idiomas ( O selvagem e o mundano ). Depois de anos de escravidão o " Animal " conseguiu matar o seu mestre, e fugir.
Novamente foi aceito em seu monastério, mas a sua aparência não voltaria. O monge se sentiu reprimido pois era motivo se zombaria no lugar, então revoltado saiu em busca de aventuras, tomou-se pela ganância de poder e ouro e fugiu do monastério, com sua aparência inofensiva, inteligencia, chi e agilidade fez bandidos se curvarem aos seus pés. Com o tempo ele acabou cruzando com algumas gatas. Como ele conseguia entender e pronunciar a língua de sua prole, assim o fez. Os deu a inteligência dos humanos, os ensinou a usar armas e como se tornar bípede, os passou a escrita e muitas manhas que um Katze precisa ter.
Essa raça é extremamente rara, oque gerou grande preconceito em Garderion para com gatos, temendo ser algum ladrão disfarçado ou algo do gênero.

Passivamente além de enxergar no escuro, e possuir aparência inofensiva, os Katze conseguem ver o sobrenatural em algumas circunstâncias, podendo até mesmo prever se a pessoa está prestes a morrer. Essa raça é tão sensitiva a isso que alguns ainda conseguem ter pressentimentos mais sombrios.
Atualmente o real plano desta raça é vagar pelo reino não por grandeza, mas para ensinar outras raças de animais o poder da inteligência e da fala, talvez para algum plano pessoal.

Contos: O guerreiro protetor


" Então ele caminhou, determinado. Pois ali, diante da presença de um deus convicto à destruir Estava um Guerreiro... um Guerreiro ordenado a proteger."


O poder. Sim, o poder era motivo para tudo, e para a queda de todos. Os impérios estavam em declínio, as grandes famílias de nobres guerreavam entre si, e os inimigos mesclavam-se de maneira que não havia mais um bem comum, ou todos em busca de um só objetivo. A terra entrara em uma fase de puro terror, onde todos voltavam-se contra todos, em um ciclo infinit
o de ódio e ambição.
Muitos contos eram erguidos, muitas suposições feitas. Porém, a verdade imutável era que ninguém sabia ao certo o núcleo de toda aquela praga aterrada sobre a humanidade nas últimas décadas. De fato, nenhum ser comum sabia. Afinal, grandes segredos são guardados por grandes fontes. Mas, o personagem desta história poderia apenas de forma errônea ser considerado um ser comum. Pois nem de longe sua essência assemelhava-se a algo tão banal quanto a vida humana. Ele nascera para ser mais, vivera para fazer a diferença. Ninguém o havia visto para ter certeza de que existia, mas todos acreditavam. Um ser extra-planar, um Cavaleiro nascido não do barro, e sim da vontade. Constituído não por carne, osso e elementos mortais. E sim, pelo próprio Éter. Toda sua essência divina era contida dentro da armadura de Horthgar, um metal escuro forjado pelos próprios deuses do plano superior. Seu nome? Não existia. Era apenas apelidado pelos crentes de sua existência carinhosamente como Ufir, o Guerreiro deus.

Ufir sabia exatamente de onde era proveniente a maldição que decaíra sobre a humanidade. Porém este conhecimento não lhe aliviava nem sequer os músculos. Afinal, sendo criado para defender a humanidade, tinha de intervir. Porém tinha receio de intervir naqueles planos que não eram apenas malignos, como também divinos. Sabia que a maldição fora rogada por Outhgar, senhor do mundo dos mortos. Um deus morto, um rei lich, um mito esquecido ou acreditado, independente do que realmente fosse, Ufir sabia o que teria que enfrentar. E pela primeira vez sua essência tremeu. Não por medo do combate. Mas pelo medo de falhar. Porém sua mente era engenhosa e aprendera com o tempo sobre os sentimentos, passando a senti-los. Sabia que se tentasse, teria a possibilidade de falhar. Mas se não tentasse, já teria falhado. Não apenas consigo mesmo, e sim com toda a raça que residia na terra, do qual ressaltando, era responsável por defender.

E fora preenchido com esta certeza e dever que Ufir, o Guerreiro deus descera aos planos inferiores e com um único chute frontal, suficientemente forte para abalar a estrutura dos planos terrestres, escancarou os portões do inferno. E para sua surpresa, não necessitaria de ir à caça. Pois sua presa estava ali, à sua espera. Outhgar, o deus caido. Sua pele definhada, com ossos e pedaços de carne expostos, intercalada à magia negra que existia na própria composição de seu corpo era algo assustador. As chamas corriam em trilhas por sua estrutura corpórea, estando ausentes apenas na mancha negra por debaixo do capuz, onde seria a face do deus. Seria. Pois ali pairavam apenas os olhos impiedosos e vitoriosos de um deus que caminhara até ali para vencer. E naquele momento, Ufir sorriria, se possuísse lábios. Mas como não os tinha, sentira apenas a sensação de plenitude que o invadira. Seu escudo foi firmado no punho, a lâmina pressionada por entre os dedos.

Então ele caminhou, determinado. Pois ali, diante da presença de um deus convicto  à destruir. Estava um Guerreiro... um Guerreiro ordenado  a proteger.

[...]

E a humanidade passou durante 72 dias seus maiores tormentos, enfrentou suas maiores catástrofes, seus maiores fenômenos da natureza, enquanto ao mesmo tempo sua terra fértil prosperava, suas doenças se curavam e o céu parecia ser disputado pelo tempestuoso e o ensolarado.
Mas ao fim destes dias, a paz reinou. As raças prosperaram, reproduziram-se, a vida voltou a ser bela. Enfim, a maldição fora quebrada, e o reino dos mortos não voltaria a atormentar, pois estava em dívida com a terra. Uma divida adquirida em um combate, entre um deus perdedor movido pela ambição, e um guerreiro vencedor movido pelo simples e puro desejo de proteger!

Contos: A chegada do inominável

Um grito de horror no meio da calada da noite, ecoa pelo vasto campo sem luz... A criança olha para o céu com medo, enquanto seu pai sorri de orelha a orelha, com grande fasíneo. 
- PAPAI O QUE É AQUILO?! - O rapaz grita, mas uma breve pausa se faz,
- Então, ele saiu de R'lyeh... Aquilo meu filho, é o nosso mestre... Cthullu - Diz o pai.

O garoto olha para o pai, como tomado um susto, seu semblante se torna pálido e liso, feito uma vela, de repente suas feições mudam como se estivesse num transe, então fala bem baixo, em quase um sussurro, e o frio do lugar faz sair vapor de sua boca, a cada palavra pausada.
- Papai, eu Estou, com medo... - Então o menino começa a rir baixinho e seu semblante começa a mudar de medo, para a loucura de um sádico. E em palavras mortas e desconhecidas ele sussurra novamente, arfando pela sensação do frio de um ambiente pesado.
- Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn ( “Em sua casa em R'lyeh, Cthullu morto espera à sonhar )... Então, ele voltou...
Então o menino abre os braços para o céu e solta uma gargalhada tão bizarra que faz seu pai desprender a atenção no mestre e olhar para o filho.
- ELE VOLTOU!! AHAHA!!!
O pai ri baixinho, sua risada aumenta aos poucos altura, e finalmente ambos se unem em gargalhadas de loucura que só o mestre do horror, Cthullu, poderia proporcionar. 



" Não está morto o que eternamente jaz inanimado, e em estranhas realidades até a morte pode morrer." - H.P Lovecraft

Contos: O inimigo da vida

" ... Eu sou Kadosh, a vida encarnada, senhor da justiça, a luz no fim do túnel e pai da fé. E não esqueça, eu sou contigo! "



A nevoa fina estava rente ao chão, caixões estavam jogados a esmo pelo caminho e muito deles abertos, o céu escurecendo e mais ao fundo era possível ver a luz brilhando entre as nuvens. Um sinal de esperança.
O ar estava denso e eu sentia o cheiro da morte e do medo, aos poucos com cada pisar arrastando eu podia sentir que minha morte estava próxima. Mas esse dia não era hoje, pois não era à vontade dos Deuses.

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Um Coven de bruxos negros reuniu muitos fieis em um só lugar, mentindo e pondo esperança em todos, dizendo que Kadosh os salvaria do caos com sua poderosa luz. O lugar escolhido foi um cemitério, para que cada um ali pudesse olhar as lápides e refletisse que após a morte, neste plano ainda existiria vida. Mas com uma magia poderosa os bruxos drenaram a vida de todos os fieis para que com aquela quantidade absurda de oferendas vivas pudessem dar aos deuses malignos como sacrifício, e em troca recebessem a ressurreição de grande parte do cemitério e dos recentes mortos ao seu favor, para que se juntasse ao lich Oz.
Eles não tinham ideia de que a sua devoção as trevas, a quantidade de sacrifícios e magia negra gasta usadas, seriam suficiente para dar vida a um ser que estava jaz morto Naquele solo e trazer o maior titã que um dia existiu no mundo.
Naquele dia os bruxos sem querer devolveram a vida a Dratumb, um dos primeiros titãs elementares que já existiram. Senhor do fogo, herdeiro do caos e pai da escuridão...
Os magos já não estavam ali, seu trabalho já tinha sido cumprido e todos teleportaram temendo que algo pior acontecessem com eles.

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Meus pés estavam cansados, senti o chão tremer e pude ouvir muitos gritos de horror. Levantei minha cabeça que fitava o chão e pude contemplar o solo se levantar como uma cratera invertida- um buraco no meio e o solo crescer em volta -, assim formando um grande paredão em volta da criatura. Do meio ela se levantou, partes de si estavam em fogo e outras em escuridão, uma espada maior que até mesmo um castelo estava em sua mão. Pude sentir seu respirar seco, fazendo o ar enrubescer feito cinzas e sua escuridão cercava o seu redor, a sua volta tudo que estava morto ressuscitava em seu favor, até mesmo as árvores secas estavam saindo chão. Então ele olhou para mim...
De apenas meu olho direito escorreu uma lágrima, talvez o medo da morte que estava a minha frente, mas não era isso, não agora...
Então fechei meus olhos e caí de joelhos, e levei a mão direita até o simbolo divino que estava em meu colar, o sol. Símbolo de Kadosh, senhor da luz. Fechei os meus olhos por um breve momento e ouvi uma voz ecoar em minha cabeça:
- Por mais temido que o inimigo for eu não irei fraquejar, pois sou a luz na escuridão, o amanhã para os esperançados.... Sou a vida para justos, o abrigo para o cansado, sou a paz para o atribulado e amor para os órfãos. Eu sou Kadosh, a vida encarnada, senhor da justiça, a luz no fim do túnel e pai da fé. E não esqueça, eu sou contigo!
... Há morte não é o fim, é apenas o começo de uma nova jornada!

Com um grito que fiz ecoar por todo cemitério me levantei ainda pesado, então desembainhei a espada da minha cintura e pude sentir a força em meu espírito, pude sentir a vida dentro de mim, PUDE SENTIR O PODER DO MEU DEUS!!!

A criatura olhou para mim e dentro de seu elmo nada mais existia além de escuridão e dois pontos de chamas que eram seus olhos, ele levantou a cabeça e esbravejou uma gargalhada.
Repleto de fúria eu corri em sua direção apertando com toda força o punho da minha espada e com o escudo em minha frente, então gritei mais uma vez

- A LUZ TRARÁ A VITÓRIA!!!


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Naquele dia eu me lembro de ter varrido todo tipo de criatura que estava na minha frente, as transformando em pó a cada golpe. Mas o que mais me recordo fora de quando estava perto da criatura, eu vi o alto de uma colina brilhar. E té mesmo o monstro parou para observar. Eu não pudia quase sentir meu corpo de tão cansado, mas daquele perto horizonte cavaleiros desciam com suas armaduras pesadas e capas azuis balançando ao vento: Para minha sorte, Os pacificadores, haviam chegado!

Essa foi a primeira vez que na vida que pude usar uma expressão muito antiga: A vitória vem a cavalo!
Daquele dia pude ter a prova viva que lá em cima, os deuses olhavam por mim.

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Obs: Pacificadores; Organização secreta que possuem os mais temidos clérigos e paladinos do reino, geralmente o seu foco sempre é levar a paz e a justiça à todo lugar do reino, nas situações mais eminentes de caos e guerra.

Contos: A tirania do faraó

" - Filho da Guerra, e herdeiro da morte, ouvi suas aflições e estarei disposta a fazer de tudo para recuperar seu lugar de direito. "


A muito tempo atrás no deserto da perdição somente o que era destinado a ser faraó era aquele que possuía o cajado do destino. Uma arma poderosa que aquele que a empunhasse estaria destinado a governar todo o deserto, e também ter o poder de um poderoso mago.
Naquele tempo a linhagem de TOT, que foi passado para Eres, acabou sendo levado ao seu filho primogênito: Nyarlathotep. O tempo passou, Eres morreu e o jovem assumiu a liderança da maior nação de todo mundo: O Cairo, e os quatro cantos de todo deserto da perdição.
O tempo passou e Nyarlathotep fazia milagres e prodígios, ajudava seu povo, e até mesmo seus hábitos era como plebeu. Mas o tempo passou, e quando estava na flor da idade, seu cajado não mais o obedecia, e com todo o seu poder mesmo com várias mulheres nunca conseguiu ser fértil. Apenas uma coisa poderia significar, o cajado deveria ser passado a outro, e o atual faraó ser substituído
Nyarlathotep não queria ser substituído, ele tinha poder e riquezas. O seu nome era respeitado pelos 4 cantos de toda Garderion e assim queria continuar: Sendo o senhor da guerra. E durante anos escondeu do povo que havia perdido seus poderes, milhares de vidas morreram de fome, sede, e pestes. Certo dia um oráculo subiu ao seu palácio e disse:


- Nyarlathotep , conheço teus caminhos, sei que perdeu os poderes, reivindique o trono, ou a chaga da ruína caíra sobre ti.

Nyarlathotep riu e fez pouco caso do profeta.
Naquela mesma noite um cometa rasgava o céu e caía no norte do deserto. O solo daquela região ficara vermelho como fogo, e a areia trincou com o intenso calor do artefato ao qual caiu do céu: O mesmo cajado que o faraó usava. No dia seguinte o maior motivo de piada aconteceu, uma pequena criança, por volta de 12 anos, com olhos mais escuros que a mais densa noite, pele mais branca que a mais gelada neve, subia ao palácio, e em suas mãos estava o cajado do destino.
As pessoas olhavam incrédulas no que viam, e por incrível que pareça, por onde o garoto andava saiam bênçãos. Homens e mulheres foram curados, comida surgia nas mesas das pessoas e até mesmo chovia nos lugares. O menino em apenas uma manhã conseguiu reunir uma multidão consigo que seguiram marchando até os átrios do faraó. Os soldados nada puderam fazer, a multidão era imensa e assim o deixaram entrar. A criança e o povo reivindicaram o trono, e assim Nyarlathotep caiu do poder, e fugiu para o mais longe conseguiria. Para o leste: O deserto de sal. Lugar tão inóspito que nada conseguia viver, o antigo faraó pois a face no pó de tanto ódio e praguejou a todos os deuses que um dia existiram que poderia fazer qualquer coisa para destruir tudo aquilo que ele construiu
- Povo ingrato! Uma geração inteira cuidando deles para no fim me tirarem do meu lugar de direito, Eu desejo que vocês morram, que a saraiva da mãe das chamas possa queimá-los! - E assim esbravejou por toda a noite, até não ter mais forças e cair no sono
O vento cortava sua pele e o sal ressecava cada pedaço de seu eu. Ainda era noite e o frio estava maior que tudo que já sentiu na vida, mas ao longe ele conseguia ver algo: Chamas
Ele se pôs de joelhos para ver o que chegava perto de si, e por incrível que pareça, ali estava Catâr, a deusa da morte e mãe das chamas. Era quadrupede, seu couro era avermelhado e ela marchava lentamente como um ídolo antigo. Não possuía cabeça pois dela saia fogo, as chamas eram intensas e reza lenda que era com ele que Catâr queimava os impuros. A voz da besta ecoou por toda planície
- Filho da Guerra, e herdeiro da morte, ouvi suas aflições e estarei disposta a fazer de tudo para recuperar seu lugar de direito. Tudo que precisarei em troca será a alma da criança que se diz faraó
Nyalatotep sorriu, e a aceitou a proposta. Naquela mesma noite o fogo da deusa consumiu seu corpo, Nyalatotep ficara deformado, sua aparência humana havia sido quase desfeita, sua alma havia sido vendida e seu eu de bondade não mais existia. Sua loucura agora era apenas uma, o poder. Catâr tocou com sua pata da frente no cajado do destino, e a partir daquele dia o mesmo seria conhecido como cajado do exílio.
Nyalatotep voltou ao Cairo totalmente tapado com trapos, mancando e usando seu cajado de apoio. Subiu as escadas e os soldados tentaram o parar, mas quando o antigo faraó mostrou a eles o seu rosto apenas pediu para que eles saíssem da sua frente: E assim eles fizeram, pois tinham medo, porque não viram humanidade em seu antigo mestre, porém fúria
Nyalatotep foi diretamente na frente da criança que agora obtinha poderes de faraó. Ao chegar na sala as suas palavras foram apenas uma frase
" In vitae nulla istarum ne regnem "
E assim tocou com o cajado no chão. Reza lenda que o teto ruiu e desabou, rachaduras se fizeram por toda construção e tudo que vivia no deserto morreu. Toda vida foi exilada pelo poder do seu cajado, mas um dos milhares ainda restou... a criança que estava no trono.
Sua voz ecoou como trovão naqueles átrios
- Nyalatotep. Eu sei de tudo... Sei do seu trato com a mãe das chamas, sei do seu sentar, do seu deitar e caminhar. Sei que veio aqui para tirar minha vida, maldito mago. Mas isso não será feito, NÃO HOJE!
Nyalatotep foi lançado ao ar com o simples mexer das mãos do menino, suas costas bateram numa pilastra e ela desabou, levando consigo parte do teto. Nyalatotep murmurava feitiços, mas nada funcionava.
- Filho da morte e da guerra! Quando vieste aqui me matar, não sabia, mas esse foi seu pior erro! Não parece que uma criança teria tanto poder, de até mesmo negar a morte, não é mesmo? Pois eu já neguei a milhares de anos atrás, sendo levado como ovelha ao matadouro! - Nyarlathotep arregalou os olhos incrédulo
- Não pode ser... NÃO PODE SER!!
- Sim, isso é mais real que a própria existência, eu sou sumério meu jovem rapaz. O senhor das estrelas, e pai do destino. E a partir de hoje eu lhe amaldiçoo e assim digo, não pisarás novamente na terra enquanto o sol não nascer no oeste e se puser no norte, enquanto os mares secarem e o caos retornar. Adeus! em pensar que eu ainda via esperanças em ti... Apartai-vos de mim maldito! - Grandes correntes surgiram no nada e prenderam pulsos e pernas do antigo faraó e de repente o vácuo o engoliu e assim o mandou para um exílio no vazio.
Naquele mesmo exílio a mãe do fogo, o ensinou algumas artimanhas sobre como burlar a maldição do deus sumério. Atualmente Nyalatotep usa seu poder para soprar ideias más nos ouvidos alheios e assim conseguindo seguidores com promessas mentirosas de conquista, e até mesmo de poder. Sua ideia é que ele consiga o máximo possível de cultistas para o libertarem de seu exílio, e que de acordo com o novo tratado celestial ( que os deuses não poderiam retornar na terra ), seria a hora perfeita para caso ser liberto nas condições que sumério citou, governe a terra e escravize todos com um destino de vil loucura e prazer

Contos: O velho chapéu de penas

" Ali, em pé olhando o que me aguarda é que descobri realmente quem eu sou! " 



Desde quando jovem eu via meu pai voltando das batalhas contra os gigantes nórdicos que atacavam-nos a busca de escravizar o nosso povo, até que ao fim de uma destas batalhas a única parte que restou dele foi entregue em minhas mãos, aquele chapéu feito com penas de pássaros que em minha infância juntos caçamos, há como doeu, aquele sentimento angustiante de ódio, saudade e de aflição, eu queria ter salvado ele, foi por isso que me tornei o maior guerreiro de meu povo, as montanhas nórdicas nunca viram antes tanta fúria em um único homem, por anos eu busquei pelo Jotnar que havia matado meu pai.
Em seu cinto ele carregava os crânios daqueles que tinha dominado, quando eu o olhava o via tão grande que em seus ombros nevava, ele seria a própria montanha da morte que vivia apenas para destruir, naquele momento eu deveria decidir quem eu me tornaria, se seria o guerreiro que acabaria com todo o terror plantado por Jotnar, ou se eu morreria na tentativa de vingar meu pai, então eu soube e foi ali que minha história realmente começou. Ele tinha olhos grandes e sua visão era precisa, porém eu facilmente poderia me esconder entre as pedras para montar uma armadilha, preparei um belo espinhaço de pedras pontudas e lanças presas ao chão para que em um momento oportuno pudesse faze-lo ali pisar, coloquei 10 porcos estripados em pontos específicos e me cobri com o sangue deles, assim não poderia sentir meu cheiro e confundiria minha localização, como quando eu e meu pai juntos caçávamos preparávamos armadilhas pontudas e disfarçávamos nosso cheiro com sangue para que os trolls da região não nos atacassem. Eu o vi se aproximando e me preparei com todo o meu ódio por aquela criatura, tão temível que nenhum homem teve coragem de me ajudar, no momento que ele chegou no território que preparei eu vi seu grande pé pisar próximo a mim, cravei um lança em seu dedão fazendo-o olhar para min, ao tempo que ele urra com ódio corri o mais rápido possível, o coração foi a garganta e o monstro em dois passos me alcançou, porém eu o atrai para a armadilha, e ao pisar ali pode se ouvir em todas as aldeias próximas os gritos de dor e ódio do temido. Enquanto ele retirava seus pés do espinhal de pedras eu com adagas comecei a escala-lo, enquanto eu subia eu pensava no quanto eu esperei por aquele momento, onde seria apenas eu e o monstro onde nós resolveríamos as nossas diferenças naquele único momento, para viver ou para morrer, mas para honrar meu pai!

A montanha da morte tentou me pegar com suas mãos enormes, porém fui mais rápido desta vez, e continuei a escalar, mas quando por um momento pisquei senti o grande golpe sobre mim, por um minuto apaguei, acordei com o monstro gritando: onde está!! Aquele verme, onde está!! Eu estava na borda de seu cinto, eu comecei rapidamente a escalar novamente e quando cheguei em seu ombro ele virou a cabeça e com aqueles olhos enormes me olhou, e dentro dos olhos dele eu vi que ele sentia medo!
A criatura terrível tão temível estava com medo da morte, medo do seu fim, e foi isso que me deu ainda mais força, ele me soprou e eu teria caído, mas eu estava a todo vapor e cravei rapidamente minha adaga naquela pele grossa e gelada e na mesma região subi em sua cabeça e peguei em minhas costas a espada dentada, a honra do meu povo feita em metal. Cada golpe eu via meu pai, cada golpe sentia glória, sentia força, esperança, fé no futuro e naquele momento senti felicidade, más quando a criatura caiu, eu também cai, e é muito difícil sobreviver a uma queda desta proporção.

Estou com meu pai agora, e pude devolver a ele, aquele velho chapéu de penas! 

-- Conto escrito pelo seguidor da pág: Alef Luis Agner, no grupo oficial da pág: O arcanum.

Contos: O Rei de Árac

" - Breve se cumprirá minhas palavras, apenas esperem. Enquanto existir sonhos, deve existirá esperança.  "



A muito tempo atrás aonde hoje é chamado de norte gelado, tudo era verde e bom... O território era tomado pelos primeiros homens e protegido pelo elfos da floresta. Mas em meio a tudo que pelos olhos comuns era bondoso, os primeiros habitantes da terra, os gigantes, os viam como repressão e devido a isso eles deviam se manter escondidos nas colinas. O tempo pa
ssou e os gigantes desapareceram da vista dos homens, longos mil anos se passaram e antes os que eram donos de Garderion não passavam de lendas para crianças terem medo. O lugar permanecera lindo e repleto de vida e cor, até mesmo os elfos da floresta estavam em harmonia com humanos, tudo estava bem, até que o primeiro floco de neve caiu do céu... Aquele floco de neve significava muito mais que uma simples geada, mas talvez o princípio de uma das maiores profecias de toda Garderion: " ... Do norte o gelo eterno surgirá, e das cinzas do que antes era vida, até mesmo a morte assombrará... "

Mas durante todos aqueles mil anos, o destino brincava, zombava e debochava da raça humana criada pelo deus da magia.
Os gigantes que tinham tamanho mas não autoridade e soberania possuíam medo de se expor e por isso se resguardaram. Mas numa certa noite o destino estaria prestes a mudar.
A noite era tão densa quanto as águas negras do rio Fate, a lua cheia iluminava a floresta e as montanhas, e os pássaros noturnos cantavam sem parar. No meio do vale uma mulher vagava apoiada em um cajado de carvalho, seu passo era lento e pesado, sua túnica azulada tomava um brilho esbranquiçado com contraste da lua. Quando a mulher chegou numa gruta aonde gigantes viviam, os mesmos gritaram com ela e a quiseram matar pois era humana, mas a palavra tomado foi simples e breve e assim eles ouviram.

- Avisem a todos os seres que vagam neste plano, vós sereis grandes em poder e guerra. Do norte o gelo eterno surgirá, e das cinzas do que antes era vida até mesmo a morte assombrará. Os ossos de todos rangirão ao ouvir o nome do rei do gelo, e eu profetizo que a partir de hoje seu nome será sussurrado pelos bosques e vilas até que ele venha. Quando o filho do gelo surgir, vocês o chamaram de Áracc, pois ele usurpará todo o domínio vivente.

Os gigantes se calaram e se dobraram diante a profetiza, mas ela caminhou até as chamas de uma fogueira e disse:

- Breve se cumprirá minhas palavras, apenas esperem. Enquanto existir sonhos, deve existirá esperança.

Assim a bruxa entrou no fogo e nunca mais foi vista...

500 anos depois uma gigante chamada berteserker deu a luz a uma criança cujo os olhos eram azuis como o oceano, os cabelos eram brancos como o nave a pele pálida feito a morte. A mãe morreu enquanto dava a luz, e a criança gigante teve de ser retirada do ventre as pressas. Lembro-me daquele dia como se fosse ontem... O dia se tornou noite num eclipse, nuvens surgiram e todos os bosques e vilas pode-se ouvir " Áracc... Áracc... Ele voltou... " e então a primeira geada surgiu varrendo todos de surpresa. Um frio tão extremo que até mesmo gigantes morreram.
Aquele foi o primeiro e único gigante de gelo que já existiu, Áracc se tornou mais velho e possivelmente poderoso, sabia de seu destino e assim liderou os seu povo a guerra. Naqueles dias os próprios elfos da floresta se aliaram ao rei do norte, magias foram descobertas por ele e então ele pode usá-las em seus feitos. A mais poderosa que era sempre usada era ressuscitar mortos, hoje seu exércitos de mortos passa dos milhares, mas por que?
Todas as cidades e reinos do norte de Garderion foram destruídos por ele e os que se aliaram a sua causa. Hoje quem passe nos territórios gelados ao norte poderão ver as ruínas humanas que hoje estão congeladas, mas nunca encontraram humanos, pois esses já não mais existem por ali senão já mortos vivos no exército do rei do gelo eterno.

Hoje o frio na região de Árac nunca sessa, e ainda há quem diga que se um dia o temido gigante decidir vagar para decretar guerra a toda Garderion, certamente será o fim do mundo quente dos vivos... e o início do mundo gelado dos mortos! 

Contos: O Nascido da guerra


"  - EU - SOU - A - GUERRAAAAAA !!!  "



Não é todo dia que nascemos adultos, não é todo dia que nascemos com um propósito, não é todo dia que nascemos para a guerra... Queria nascer criança, brincar, sorrir, dançar na chuva, ter amigos, contar segredos, mas infelizmente não sei o que é isso. Não sei o que é ter carinho de mãe, muito menos um abraço de um pai, mas uma coisa eu sei muito bem, eu sei que pertenço a guerra, E FOI PRA ISSO QUE NASCI !!

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A noite era fria, minha visão estava turva e não sabia ao certo o que estava acontecendo e aonde estava. Sentia o calor do fogo de uma fogueira atrás de mim, mas sentia o frio da noite ao meu redor, e areia abraçava quase toda minha pele.
Minha visão começava a se ajustar e eu pudi focar minhas mãos, e ela estava vermelha como um metal nobre que acabara de sair da forja, não sabia como e não pude descrever o por que; Mas eu nasci do fogo e minha história começou aqui!
Olhei para céu e pude ver muitas estrelas, mas ao longe pude ver uma densa nuvem negra que saiam raios e trovões da mesma. Pude sentir em minha alma que era um mal pressagio, não sabia como, mas eu sabia...
Levantei e andei sem rumo, não sentia fome, nem sede e muito menos frio. A cada passo que eu dava as areias trincavam em vidro aos meus pés, e cada respirar o ar condessava nas minhas narinas em nuvens de vapor.
Caminhei mais um pouco e de longe notei homens e mulheres de preto saltitando em volta de uma fogueira, me aproximei ainda Nu e eles se afastaram de mim e olhavam espantados de medo. O chá da dúvida atormentava suas mentes e ouvi murmúrios se questionarem

- É ele mesmo? Não é possível... Não é possível...

Um ancião de túnica escura e cajado se aproximou a mim e disse:

- Nossas preces foram ouvidas, Âmbar, a deusa do fogo o enviou, filho da Guerra. O grande gigante de gelo, Árac, está marchando por toda Garderion e vindo para nosso deserto, a intenção dele é transformar tudo em gelo e morte. Nós clamamos por alguma ajuda mas todos nos rejeitaram, todos... Mas o fogo... As chamas de Âmbar queimam dentro de nós! Muito Obrigado!

Aquele foi o primeiro abraço que senti, não pude entender o que estava acontecendo, mas o homem se afastou rápido devido ao meu calor.

- Mas o que está acontecendo, eu não consigo compreender.. - Disse ao sábio

- Uma tempestade está vindo, humano... Uma tempestade que fará tremer as fundações de seu povo e determinará o destino de toda criação.

Então ele me virou em direção a tempestade, pós seu cajado em minhas mãos e continuou.

- Tudo que eu tenho eu te dou, através deste cajado poderá ajudar o que um dia chamei de povo. O mundo precisará mais, faça que eles vejam e sintam o valor do que eles buscam.

- E o que eles buscam... - Continuei perguntar sem entender

- Guerra... Faça-os entender que não há paz sem guerra, não há sacrifício sem sangue. Deixe-os se afogar no próprio pavor e medo, que eles possam sentir a sombra da própria alma queimar com o TEU FOGO!

O velho tocou minha mão testa com as duas mãos me empurrando para trás, e pude sentir minha alma sair do corpo. Visões dum futuro próximo e de um passado já perdido vieram a minha mente e de repente tudo fazia sentido. Pude ver vidas sendo perdidas, sangue sendo derramado, e um grande trono ao qual o gigante estava sentado. E no alto do trono estava escrito " Vingança ". Senti meu espírito voltar ao meu corpo então segurei o pescoço do ancião com força, o sufocando enquanto eu gritava.

- EU - SOU - A - GUERRAAAAAA !!!

O ancião gritou de medo, mas em seguida de dor pois seus olhos estouraram em chamas e seu corpo se transformou em pó, logo tudo que estava ao meu redor também se foi uma explosão de chamas.
Já estava de joelhos sentindo o poder pulsar em meu peito, e notando como toda aquela areia se transformou em vidro. então tomei o cajado nas mãos e surrei as últimas palavras do sábio:

" Uma tempestade está vindo... Uma tempestade que fará tremer as fundações de seu povo e determinará o destino de toda criação "

Então levantei e marchei em direção a tempestade, determinado em terminar o que o gigante começou: A guerra...

Contos: O Sonho ou pesadelo ?



" Uma aberração jamais conhecida pela humanidade viva, uma criatura saída dos pesadelos de uma criança doente "


 Era uma noite calma, calma e silenciosa. As estrelas revelavam o caminho. O vento soprava suave e trazia uma mistura de aromas tão forte que seria capaz de enlouquecer o faro de um cão caça, o salgado perfume do mar com nauseante cheiro do rum, pra completar, o fedor do mofo mesclado ao suor dos homens que trabalhavam no convés. Era uma noite calma, e isso deixava os marinheiros assustados, você sabe o que esperar de noites escuras e tempestuosas, noites calmas são cheias de surpresa, deixa até o mais experimentado comandante angustiado. Era uma noite calma, ouvia-se o rugido do mar quebrando no casco da proa, sabe-se lá porquê diabos os homens não cantavam, apenas bebiam e trocavam olhares desconfiados. Dever ser o tirocínio de anos de navegação, não sabíamos o que esperar, mas tínhamos certeza que deveríamos aguardar, era uma noite calma e normal, e não há nada mais perigoso para um homem livre do que isso. Não sei de onde veio nem como apareceu, mas em menos de um segundo estávamos envoltos de um nevoeiro, uma cortina cinza, densa e pesada, capaz de encharcar os espartilhos por baixo do vestido de uma puta. Percebi a agitação no convés, os olhos desconfiados de antes agora arregalados de medo. Berrei para os sacos de pulgas e piolhos que controlavam as velas: “Atenção, vermes fedorentos, muita atenção, eu não sei de onde diabos surgiu a merda desse nevoeiro, por isso diminuam a velocidade e todos com a porra da atenção redobrada”. Num baque mudo o navio simplesmente parou, foi travado, não houve batida, era como se simplesmente tivesse atolado num amontoado de lama espessa, mas não havia lama alguma. Um grito que veio da amura inundou o convés, um grito desesperador saído de âmago da alma, um grito de um homem que viu o teratismo do pior dos infernos possíveis de existir. Então todos começaram a gritar, todos com mãos nos ouvidos querendo deixar de escutar o que quer que estivesse sendo falado. Então de dentro da minha cabeça veio o som gutural e profano, inidentificável e absolutamente impossível de descrever ou replicar. Como surgiu se foi, o mundo havia ficado mudo, ou eu estava surdo? Não sei. Então a criatura surgiu, uma monstruosidade imensa, uma aberração jamais conhecida pela humanidade viva, uma criatura saída dos pesadelos de uma criança doente, o próprio satanás deve ser algo mais agradável aos olhos. Meus homens pareciam dominados por um transe ou possuídos, tinham os olhos virados, mostrando somente o branco, de seus narizes escorria sangue e alguns vomitavam vermes, insetos e outros parasitas. Instintivamente corri para um bote berrando pra meu imediato arriar as cordas que o prendiam, foi tudo muito rápido. Não sei como, nem o porquê, mas conseguimos fugir. Acordei desmaiado na praia de um vilarejo, Hjioram, meu imediato estava morto ao meu lado, tinha sangue no seco abaixo do nariz. Os horrores da noite não saíam da minha cabeça. Desde então, sonho sempre com isso, e neste sonho, ou melhor, neste pesadelo, estou navegando numa noite calma, tudo se repete. 

 - Conto escrito pelo aventureiro: Danilo Iancoski Gonçalves, no grupo oficial da pág, O Arcanum!

Contos: A visão de um veterano



Muitos na vida resolveram escolher uma vida pacata no campo, outros trabalhando em tavernas e até mesmo como marceneiros, pedreiros ou serviçais. Mas eu escolhi a vida de ser um aventureiro, até o fim dos meus dias!
Você pode até achar que seja difícil essa vida, e realmente é, mas ainda há coisa boas para sorrir e brindar, como nossas conquistas, amores, amigos e muitas risadas no decorrer desta grande estrada ao qual chamamos de vida.
Mas agora não estou nesses dias felizes, de frente a grande feiticeira Morgana eu vejo meu destino e o futuro de um pequeno vilarejo, no chão vejo meus antigos amigos já mortos, mas em seus olhos parece que brilham esperança. Talvez quando terminar de matar essa bruxa seus espíritos zelem por mim no pôs vida, ou continuem comigo nessa caminhada.
O importante é que a noite finda, a bruxa morrerá, o sol há de nascer, e um novo futuro nos aguarda, repleto de aventuras, novos destinos, e novas amizades!

Contos: A ira de um dragão



" suas asas quando levantadas apagavam a esperança de dias de vitória e seu rugido ficara para sempre em nossas mentes "



Como não se esquecer daquele dia, tudo queimava em nossa volta, lembro-me dos raios de sol cortando as nuvens negras como se os próprios Deuses da criação estivessem lá para testemunhar tamanha catástrofe. Eu estava ao lado de meus homens, nós éramos os melhores da guarda real, sempre fomos convocados para combates impossíveis, missões que mudariam o mundo, mas aquele dia foi diferente, eu vi o significado de um pesadelo vivo, quando ele se ergueu das cinzas era o fim de tudo sendo pronunciado. Suas escamas eram sua armadura, suas asas quando levantadas apagavam a esperança de dias de vitória e seu rugido ficara para sempre em nossas mentes, uma cicatriz que jamais ira ser curada, nem o mais talentoso dos bardos poderia descrever tal momento, nem as mais calmas mãos de um clérigo curariam a imagem que testemunhávamos e nem mesmo o mais corajoso dos guerreiros poderia não congelar perante aquele que foi chamado de o Sol negro, pois sua luz cobria o mundo em trevas e sua fria escuridão queimava tudo que um dia foi belo. Lembro de minhas mãos suando, meu elmo cobrindo de minha visão, o cavalgar de meus companheiros que mesmo tendo famílias para amar e proteger estariam dispostos a erguer de suas espadas radiantes contra aquele terror flamejante, lembro de meu rei implorando em seus últimos momentos de vida que nós déssemos um fim aquele que traria ele a nós, jamais irei me esquecer de meus últimos dias, os dias em que tudo que me restava era minha espada e meu coração, meu destino sendo escurecido pela ira de um dragão. - Escrito por Diego Reis, no grupo oficial da pág: O Arcanum

Contos: Os três irmãos



" Os Deuses, intrigados com a batalha que trouxe destruição ao mundo, decidiram que os responsaveis deveriam ser punidos... "


No inicio, o mundo era dividido em três reinos, que eram governados por três irmãos. Na parte tomada por desertos, comandava Sullir, um homem de olhos âmbar e cabelos louros, que passavam dos ombros, e usava uma armadura dourada junto com sua espada flamejante. No lugar de seu coração, ele possuía calor.

Ao norte, nas montanhas gélidas, habitava Luane, uma jovem moça de longos cabelos preteados que caiam até a cintura, da mesma cor de seus olhos. Vestia um gibão branco como a neve e tinha consigo um arco curto, forjado com ossos de dragão. Sua alma era cheia de luz.
Por ultimo havia Darkko, que liderava o subterrâneo do planeta, usando seu longo robe negro, no mesmo tom de seus curtos cabelos encaracolados. Sua arma era um cetro de ametista e seu olhar era cheio de sombras.
Certo dia, Darkko travou uma batalha contra os reinos da superfície, para decidir quem deveria governar as terras, sem embate violento perdurou por cem anos, quando finalmente o irmão sombrio derrubou Sullir e o feriu gravemente na cabeça, e antes que pudesse finaliza-lo, seu peito foi varado por uma flecha brilhante que o fez cambalear e cair de joelhos. Luane, ferida anteriormente por um feitiço sombrio conjurado por Darkko, se aproximou de seu irmão e sussurrou suas ultimas palavras no ouvido do irmão.



"Pelas sombras, tu trazeste a destruição
Nossas terras agora ardem diante a corrupção
Teu irmão já não mais vive pelo golpe de tua mão
Mas para o bem de nosso povo, eu lhe dou o meu perdão"



Com essas palavras, ela caiu junto ao corpo de Sullir e Darkko, e os três finalmente chegaram à paz.

Os Deuses, intrigados com a batalha que trouxe destruição ao mundo, decidiram que os responsáveis deveriam ser punidos, e colocou os irmão como guardiões. Darkko, por ter sido o responsável, foi condenado e ficar eternamente observando a população, em suas guerras, em suas desgraças, para todo e eterno sempre, e recebeu o nome de Céu. Darkko ao receber o perdão de Luane teve parte da corrupção removida, então durante um tempo ele se mantinha calmo e sereno e, junto com seu irmão Sullir, agora chamado Sol, mantinham a ordem. Sua amizade se transformou em Dia.
Porém por vezes a corrupção ainda o atormentava, e a unica coisa que o libertava era a presença de sua irma Luane, agora chamada de Lua, que o mantinha sempre perto dela, acalmando sua alma. O amor entre os dois foi chamado de Noite.
E assim como os três, todos os homens que morreram em batalha durante os cem anos foram enviados ao lado de Darkko, para o ajudar em suas batalhas em futuras guerras, e foram chamados de Estrelas.

E desde aquele momento, somos protegidos e cuidados pelos três irmãos, que transformaram o ódio em paz.

Escrito por: Matheus Pedrosa, seguidor da Taverna do Arcanum no facebook


Quer que se conto apareça aqui ?

Envia pra gente e passará por revisão, caso passe será postado aqui com os devidos créditos  

Contos: A frieza de um assassino



" Olhou no fundo de seus olhos negros e assistiu, atônito, qualquer resquício de vida deixá-los. E sentiu prazer nisso. "




" Mil anos e um assassino atrás:
Limpou o suor da testa com as costas da mãos, sentindo sua pulsação finalmente se estabilizar. O sangue da última morte causada ainda escorria da lâmina de sua espada e a dor resultante do embate começava a se espalhar pelo corpo. Costumava acreditar que havia algo de masoquista em todo assassino por contrato, pois a dor que sentia após uma luta era uma das melhores sensações que conhecia. Talvez não conhecesse muitas sensações boas, ou talvez as canções estivessem certas e todo homem de sua terra natal possuía a marca de um deus qualquer do mundo inferior que lhes deturpava a alma. Ao pensar nisso um esboço de risada fez desaparecer a expressão feroz em seu rosto marcado pelo tempo e pelas cicatrizes de batalha. Sabia que as canções só serviam para assustar crianças e amedrontar mulheres das tribos vizinhas. Sabia também que, de fato, a maior parte dos assassinos deste continente vinham do mesmo lugar. Nos outros continentes, se é que existiam, só os deuses saberiam dizer. Porém acreditava que isso se dava mais pelo ouro e pela glória do que por qualquer baboseira pagã. Depois de duas décadas sobrevivendo do infortúnio de terceiros, seu único deus era a morte. Limpou a espada, devolveu à bainha e seguiu viagem. Apenas parte de seu contrato estava completa e tinha algumas horas de caminhada pela frente. Não acreditava em almas deturpadas, não queria ouro e nem glória. Entrou na carreira por uma mulher. Aos 17 anos conheceu aquela a quem apelidou "anjo", mas que poderia ter sido chamada demônio com a mesma facilidade. Ingênuo e enfeitiçado pelos encantos da moça, lhe prometeu tudo que seu coração desejasse, inclusive, seu primeiro contrato. Ela queria livrar-se de um pretendente escolhido por seu pai e usou o rapaz para alcançar seu objetivo. Quando retornou trazendo a cabeça do pretendente para presentear a amada foi desprezado pela família da moça que não daria sua mão em casamento a um assassino. Após receber o mesmo tratamento de repúdio de sua própria família, não teve outra escolha senão seguir pelo caminho que iniciara pelos motivos errados. Agora, vinte anos mais tarde, não se imagina fazendo qualquer outra coisa. Depois de tanto tempo é impossível não se tornar conhecido no ramo, os contratos chegavam até ele em quantidades absurdas e ele aceitava quase todos. Como resultado, tinha mais riquezas do que poderia imaginar, mas quem o visse por aí, nas tavernas e bosques, jamais perceberia isso. Trajava-se de maneira simples com uma armadura comum que não ostentava qualquer símbolo que o identificasse carregando apenas sua espada e uma bolsa de couro onde mantinha alguns poucos pertences. Alimentos, algumas moedas, um colar que foi da mãe e um retrato mal desenhado em um pedaço de linho da primeira e única mulher que desejou. Não que guardasse qualquer vestígio de sentimento pela moça, apenas agradava-lhe lembrar o quão longe tinha vindo desde então. Pegou um atalho pela floresta. As sombras projetadas pelas copas das árvores não lhe assustavam como quando era um menino. Na verdade, havia algo de familiar nelas, sentia-se bem ali. A última vítima do seu mais recente contrato morava logo depois do fim da parte norte da floresta, antes do pôr do sol já teria completado sua tarefa. Seguiu seu caminho, ignorando as feras que já haviam se acostumado com a sua presença. Matou um coelho, o jantar estava garantido. Tinha a consciência tranquila, há muito deixara de se perguntar se suas vítimas teriam qualquer razão para merecer o que lhes aguardava. Agora, apenas se preocupava em cumprir com seu trabalho. Um riacho a frente. Coçou a barba feita rudimentarmente com uma adaga há alguns dias e percebeu os respingos de sangue seco que restaram do embate daquela manhã. Enquanto seguia para o riacho considerou que talvez aquele sangue não fosse seu. Sentiu um embrulho no estômago, mas ignorou, como já costumava fazer. Não se considerava um homem sem emoções, apenas alguém que sabia separar seu trabalho de sua vida pessoal. Não tinha vida pessoal. Sentimentos conflitantes beirando a culpa e o deleite ocuparam sua mente no resto da caminhada. O fim da trilha se aproxima, já consegue avistar a casa e, para sua surpresa, seu alvo lhe espera à porta de espada empunhada, a face estampando coragem. Pelo menos até ver seu oponente. A possibilidade de uma luta e não somente uma execução levantou os ânimos do assassino. Adorava quando eles tentavam. Tirou a longa e pesada espada da bainha, que segurava com a destreza de um deus, e seguiu para o combate. A luta foi acirrada por alguns minutos, bloqueou todas as investidas raivosas e mal calculadas do rival. Quando cansou dessa enrolação, projetou seu único e fatal golpe ofensivo. Sentiu a rigidez da carne do peitoral do homem se rasgando, a lâmina de sua espada atravessando seu corpo e ensopando suas vestes sangue. Olhou no fundo de seus olhos negros e assistiu, atônito, qualquer resquício de vida deixá-los. E sentiu prazer nisso. Não acreditava em deuses, não queria ouro nem glória, mas talvez, só talvez, sua alma fosse tão negra quanto diziam as canções. " -- Conto escrito pela brilhante  Karoline Brasil, que nos disponibilizou o conto para publicação em nome dela!
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